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Como plantar abóbora?

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As abóboras, pertencentes à família botânica das cucurbitáceas, foram alimentos importantes em todo continente americano, muito antes da chegada dos colonizadores europeus. Todas as espécies do gênero Cucurbita, tiveram origem na América e, junto com o milho e o feijão, constituíram a base da alimentação das populações que habitavam a região que vai desde o Peru até o sudoeste dos Estados Unidos.
Atualmente, as abóboras são cultivadas em todo mundo, fornecendo polpa comestível, sementes e flores. São conhecidas por abóbora (Cucúrbita moschata); moranga  (Cucúrbita máxima) e abobrinha italiana (Cucúrbita pepo).
A abóbora híbrida ‘Tetsukabuto’, também conhecida como abóbora japonesa e kabotiá é o resultado do cruzamento entre linhagens selecionadas de moranga e linhagens de abóbora. As abóboras e morangas são consumidas, tanto verdes como maduras, no preparo de muitos pratos da culinária. Os frutos maduros das abóboras são largamente utilizados no preparo de doces, como o famoso doce de abóbora. A abobrinha é consumida verde, na forma de salada, ou cozida. A polpa saborosa das abóboras pode ser assada ou cozida, usada em sopas ou ensopados, ou ainda se tornar recheio de ravióli.
Todas as espécies citadas possuem elevado valor nutritivo contendo grande quantidade de vitamina A , CE, fibras e sais minerais.
Por serem espécies de polinização cruzada existe um número muito grande de variedades de abóboras, de diversos tamanhos e formatos, casca lisa ou encaroçada e cores amarela, verde, rajada e quase preta (Figura 1).

Como plantar abóbora?

Para as instruções sobre o solo, rega e colheita, recomendamos a leitura do artigo “o que plantar em janeiro“.
Polinização
Como em todas as plantas da família das cucurbitáceas, elas produzem flores masculinas e femininas separadas na mesma planta,  portanto são monóicas.  O híbrido Tetsukabuto ou kabotiá, por apresentar uma taxa baixa ou nula de abertura das flores masculinas,  há necessidade do plantio de uma fileira de abóbora ou moranga como polinizadora, intercalada a cada quatro fileiras do híbrido.  A semeadura da polinizadora deve ser de 15 a 21 dias antes da semeadura do híbrido. Caso seja utilizada a abobrinha como polinizadora, devido a precocidade, pode ser semeada 15 dias após o híbrido. É indispensável a presença de agentes polinizadores, como abelhas.
Manejo das principais pragas e doenças
Dentre as pragas destacam-se a broca dos frutos na fase de frutificação, vaquinhas (patriotas) no início de desenvolvimento das plantas, os pulgões e a doença causada pelo fungo (oídio). Para o manejo da broca recomenda-se utilizar iscas atrativas, como por exemplo, a abobrinha italiana (caserta) que também atrai a vaquinha especialmente, no início do desenvolvimento das plantas e, pulverizações semanais com dipel (broca), a partir do início da frutificação.  Quando as plantas iscas (abobrinha) estiverem muito atacadas pela broca, recomenda-se a destruição das planta.  Para o manejo  de vaquinhas e pulgões recomenda-se os preparados à base de plantas tais como pimenta e cebola. Dentre as doenças destaca-se o oídio , que é um fungo que desenvolve-se nas folhas, hastes e frutos das cucurbitáceas e feijão-vagem, apresentando uma formação semelhantes ao “pó de giz”, espalhando-se por toda a superfície da folha. No manejo da doença recomenda-se, preferencialmente, leite de vaca cru na concentração de 10 a 15%. Em função da maior atividade das abelhas na polinização, pela manhã, recomenda-se pulverizar, se necessário, sempre à tarde.
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Antônio Carlos Ferreira da Silva é engenheiro agrônomo com mais de 32 anos de vida profissional na área de pesquisa em hortaliças e dedica-se há mais de 15 no desenvolvimento das técnicas do cultivo orgânico.

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