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PECUÁRIA DE CORTE

Exportações brasileiras de carne bovina mantém alta e preços



Após as mudanças observadas nos níveis dos preços nos primeiros meses do ano, a arroba do boi gordo manteve-se entre R$ 120 e R$ 125 durante todo o segundo trimestre do ano. Segundo análise divulgada no último relatório do Rabobank, os preços devem se manter firmes no terceiro trimestre, refletindo a forte demanda internacional pela carne brasileira e o aumento do consumo interno. As cotações positivas dos contratos no mercado futuro devem estimular o confinamento no segundo giro do ano, resultando em um número recorde de cabeças confinadas em 2014.

• Exportação de carne bovina cresce 12,7% no 1º semestre, diz Abiec
Considerando que ainda passaremos pelo período de entressafra e que o mês de maio costuma ser o mês com o menor valor do ano para a arroba do boi, podemos esperar que nos próximos meses o preço nominal alcance novamente os patamares recordes observados em março. Em relação ao preço do bezerro, observamos que ele acompanhou de perto as oscilações do preço do boi gordo, o que manteve a relação de troca boi gordo/bezerro apertada.
Mesmo com o caso atípico de vaca louca em Mato Grosso, as exportações brasileiras continuam em alta, com aumento de 12,9% em volume até maio, na comparação com o mesmo período de 2013. As vendas não devem ser impactadas, já que as autoridades brasileiras demonstraram controle da situação às autoridades internacionais, o que proporcionou a manutenção do status de “risco insignificante” para a doença. Contudo, ainda observamos algumas restrições à carne bovina brasileira, o que ocasiona algumas limitações ao acesso a importantes mercados compradores de maior qualidade e melhor preço.
O Mapa e demais autoridades continuam trabalhando para a abertura do mercado americano para a carne bovina in natura brasileira, o que deve ser definido ainda este ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Outra importante negociação em curso se refere à reabertura do mercado chinês. O resultado destas negociações terá impacto direto nas exportações brasileiras e, consequentemente, na oferta interna e nos preços negociados.
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Contraponto
Já para o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), “o ano que se mostrava de ouro para as exportações matogrossenses de carne bovina parece que não ocorrerá”. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), junho registrou a segunda queda consecutiva nos embarques de carne bovina, acumulando uma diminuição de 24,17%. A oferta registrou uma queda de 8,77% no abate total de bovinos em junho/14, puxada, principalmente, pela redução no envio de fêmeas ao gancho. Por outro lado, os acumulados das exportações de carne bovina no primeiro semestre de 2014 são positivos, com registros de volumes próximos aos níveis recordes já embarcados por Mato Grosso.
– O fato é que a fotografia atual não está boa, porém há motivos para se comemorar em 2014, principalmente para as vendas externas das indústrias frigoríficas matogrossenses, que registraram o terceiro melhor semestre da história – diz o relatório.

Além disso, o cenário de menor oferta e demanda aquecida nos primeiros seis meses de 2014 favoreceu os bovinocultores de corte estaduais, que passaram a receber preços melhores pelo seu produto. Mesmo com a queda de 14,22% no volume e 12,05% na receita dos embarques de carne bovina de Mato Grosso, junho/14 está entre os melhores meses de junho da história. O resultado só não foi melhor devido às restrições impostas por Egito e Irã, antes responsáveis por 30,10% das exportações estaduais de carne bovina em março/2014, e em junho/2014 participaram com apenas 1,13% nas exportações de carne bovina.
 
Com base no relatório da Secex o primeiro semestre de 2014 foi o terceiro melhor semestre da história para o Estado de Mato Grosso, com um total de 159,29 mil TEC e uma alta de 35,25% em comparação ao primeiro semestre de 2013. Para o Imea, o resultado é positivo, porém, se não ocorressem as restrições dos dois países Oriente Médio, era possível ter registrado o melhor semestre da história. 




A oferta restrita de animais para reposição e de bovinos para abate neste ano sustentou os preços na cadeia do boi, que registrou recordes nominais, conforme o Cepea.  O consumo doméstico “relativamente firme” ao longo do ano e  o bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina também contribuíram para  sustentar os preços, informa o centro de pesquisas.
Conforme o levantamento do Cepea, em dezembro, os preços do boi gordo encostaram no recorde da série histórica do órgão (iniciada em 1994), atingido em 2010. O indicador Esalq/BM&FBovespa (à vista em São Paulo) para o boi gordo chegou a R$ 114,39 no dia 23 de dezembro. Esse é o maior valor nominal do ano e muito próximo dos R$ 114,48 por arroba de 9 novembro de 2010. No levantamento de ontem, o indicador ficou em R$ 114,55.
Para o bezerro,  o indicador Esalq/BM&FBovespa do dia 23 de dezembro  (animal nelore, de 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul) atingiu R$ 874,30, um recorde também em termos nominais, segundo o Cepea.
Ontem, o indicador  do bezerro subiu ainda mais, para R$ 877,67
Fonte: Valor Economico

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