Pular para o conteúdo principal

Até debaixo d’água

Crédito: Divulgação
Dona de 46,5 mil hectares de cultivo de soja, algodão e milho em Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Mato Grosso, a Agrícola Xingu cansou de tomar prejuízo por conta das reviravoltas do clima. Isso porque a dona do grupo, a multinacional japonesa Mitsui & Co, com faturamento global de US$ 43,3 bilhões no ano passado e que está no País há 57 anos, jamais havia firmado um contrato de seguro rural por aqui. “Não víamos uma solução em seguro que se adequasse às necessidades de custo-benefício para a companhia”, afirma Sergio Della Libera, CFO da Agrícola Xingu. Mas isso mudou nesta safra. A empresa foi a primeira no País a contratar a mais nova modalidade de seguro agrícola: o paramétrico, oferecido pela seguradora suíça Swiss Re desde o ano passado. “Desde então, passamos a dormir mais tranquilamente”, afirma Libera.
Diferentemente de um seguro tradicional, que é acionado com a ocorrência de um evento climático, o paramétrico vigora apenas quan­­do o fenômeno chega a um nível crítico, previamente definido em contrato e, por isso, com preços flutuantes. Na apólice são determinados os limites de dias sem chuva, ou o nível mínimo de pluviosidade para cada lavoura, ou mesmo o nível de temperatura prejudicial à pro­dução. No caso da Xingu, foram traçados ní­veis críticos de falta de chuva para os três tipos de lavoura. “Sabemos que cada cultura tem o seu próprio tipo de resistência, e ao definirmos isso o seguro se tornou mais vantajoso”, diz Libera. Além disso, o período de cobertura foi ajustado. A empresa apostou em um plano que assegura a produção do final do plantio até o início da colheita, para cada cultura. Num seguro tradicional, a cobertura padrão segue o período do ano-safra brasileiro que, em geral, vai de junho de um ano a julho do outro.

“O que podemos afirmar é que o para­mé­trico pode ficar entre 15% e 50% mais barato” José Cullen, DIRETOR DA SWISS RE (Crédito:Divulgação)

Para o diretor da Swiss Re, José Cullen, é difícil comparar as modalidades tradicional e paramérico. “O que podemos afirmar é que o paramétrico pode ficar entre 15% e 50% mais barato.” Para efeitos de comparação, segundo os dados do Ministério da Agricultura, levando em conta o total de prêmio pago pelo produtor em Sorriso (MT), no ano passado, o custo do seguro médio por hectare foi de R$ 68,08 para a cobertura da lavoura de soja. Com o seguro paramétrico o custo poderia cair até R$ 34,04 por hectare. No País, a companhia faturou R$ 381,4 milhões em 2016, sendo a maior fatia a de prêmios para o seguro rural, equivalente a 40,7% da receita ou R$ 155,2 milhões. O mercado total de seguro rural foi R$ 3,6 bilhões, 11,3% acima de 2015, segundo a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização.
fonte: Istoé Rural

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bonsai Kiwi, cuidados como fazer e comprar

Bonsai Kiwi . O bonsai pode ser um forte aliado na decoração de ambiente, mas também uma excelente terapia. Cuidados mínimos ajudar manter a planta sempre saudável e bonita. A planta Kiwi é uma frutífera, portanto na época seu bonsai vai florescer e dar fruto como qualquer arvore da espécie. Mudas para Bonsai Kiwi O mais importante na criação de mudas para bonsai é seguir alguns critérios de reprodução assexuada. Escolher a matriz que se quer reproduzir é um passo importante, pois ela produzirá mudas fortes e de qualidade. Bonsai Hormônio Vegetal IBA Ácido Indolbutírico O uso do hormônio vegetal é fundamental para o sucesso. O IBA  Acido Indolbutírico  é o que apresenta melhores resultados, quanto maior a concentração mais sucesso, mas o mais comum é 1000 ppm (1 gL), o que apresenta melhores resultados é 3000 ppm (3 gL). Outras opções de hormônios, além do Ácido Indolbutírico, são os hormônios ANA  Ácido Naftalenoacético  e AIA  Ácido Indolacétic...

O que quer dizer “antes da porteira”, “dentro da porteira” e “depois da porteira”?

Esses termos são referentes à cadeia do agronegócio. O termo “antes da porteira” faz referência a tudo que é necessário à produção agrícola, mas não está na fazenda. É aquilo que o produtor rural precisa comprar para produzir: todos os insumos (máquinas, defensivos químicos, fertilizantes, sementes, frota, etc.). Já “dentro da porteira” é tudo o que se refere à produção – plantio, manejo, colheita, beneficiamento, manutenção de máquinas, armazenamento dos insumos, descarte de embalagens de agrotóxicos e mão de obra. E “depois da porteira” faz referência à armazenagem e distribuição, incluindo a logística fonte: http://revistagloborural.globo.com/Colunas/fazenda-sustentavel/noticia/2015/07/100-o-que-quer-dizer-antes-da-porteira-dentro-da-porteira-e-depois-da-porteira.html

Abacate Margarida, cultivo correto, o prazer na hora de colher

Nosso orgulho no cultivo dessa fruta  O abacateiro é uma planta nativa da América Central e México, muito apreciada no norte e encontrada com facilidade nos quintais da Amazônia.      Esta variedade é alta, ultrapassa os 30 metros, apresenta copa ereta e sofre caducifolia.      Suas folhas são verdes escuras, brilhantes, simples, alternas, coriáceas e lanceoladas. As inflorescências em forma de panículas terminais aparecem nos ramos novos. As flores são pequenas e amareladas. Elas não possuem pétalas, somente seis sépalas grandes e separadas. Estas flores são produzidas aos milhares, mas poucas formam frutos, porque apesar de serem hermafroditas, sofrem o fenômeno de dicogamia protogínica, onde há diferença da época de maturação entre a parte feminina e a parte masculina, impossibilitando a autofecundação.      Seus frutos são grandes drupas ovóides de casca  verde escuro. Normalmente ao amadurecer, despenc...