Pular para o conteúdo principal

Brasil avança na reabertura do mercado mundial de carne bovina para exportação

Uma retrospectiva do ano de 2015 para o setor de carne bovina brasileira pode ser resumida por meio de conquistas e avanços na reabertura do mercado mundial para o produto nacional. Dentre as boas notícias, duas das grandes prioridades estratégicas para o setor foram alcançadas: a Final Rule para os Estados Unidos e o início dos embarques para a China. Também reabriram seus mercados, com a suspensão dos embargos – ainda em função do caso atípico de BSE em 2012 -, para a carne brasileira, a Arábia Saudita, Iraque, África do Sul e Japão.
“2015 encerrou algumas lutas que o setor travava há alguns anos. Praticamente, concluímos os últimos países que ainda estavam com embargo à nossa carne. Sem dúvida, foi um ano de ótimas notícias para a indústria brasileira, que está cada vez mais preparada para atender a demanda mundial de carne bovina”, afirma Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne.
Os embarques para a China começaram no final de junho e, em pouco mais de cinco meses, já representou 81,3 mil toneladas, com faturamento de US$ 401,2 milhões. Com o anúncio da habilitação de mais três plantas naquele país, em novembro último, a expectativa da Abiec é que, em 2016, o faturamento de exportação de carne bovina para a China represente cerca de US$1,3 bilhão.
A Final Rule, publicada no final de junho, liberando a exportação de carne in natura de 14 estados brasileiros para os Estados Unidos, foi outra conquista muito importante para o setor. “São duas etapas. O anúncio da Final Rule, que aconteceu em junho. Agora, o processo segue com a discussão entre os respectivos órgãos americano e brasileiro para o estabelecimento de uma equivalência de processos de inspeção para que as exportações, de fato, tenham início. A expectativa da Abiec é que os primeiros embarques aconteçam ainda no primeiro semestre de 2016”, explica Fernando Sampaio, diretor-executivo da Abiec.
Outro mercado reaberto que traz grande potencial de aumento nas exportações de carne bovina no curto prazo é a Arábia Saudita. Além da possibilidade de exportar 50 mil toneladas aos sauditas, outras nações como Qatar, Bahrein e Kuwait podem também retomar as importações da carne brasileira, uma vez que seguem os mesmos requisitos da Arábia Saudita, alcançando um faturamento conjunto de US$ 230 milhões.
Em dezembro, o governo brasileiro anunciou a suspensão do embargo japonês para carne brasileira processada. Com isso, o País retoma a exportações de produtos industrializados para o Japão, que pode representar um valor agregado, chegando a um faturamento anual de US$ 19 milhões. “Resolvido o embargo de produtos industrializados, as duas partes concordam em começar a negociar o acesso recíproco a carne in natura, produto do qual o Japão é um dos maiores importadores do mundo”, ressalta Sampaio.
Fonte:ABiec

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Que Delícia de Roça! Receita de banana da terra com queijo

Que tal uma banana da terra assada para o final de semana? Hmmmm! Ela é um ótimo acompanhamento para pratos salgados ou pode ser deliciada como sobremesa. Se servida com canela e açúcar mascavo fica divina! Para essa receita eu fiz uma versão um pouquinho diferente, com uma fatia de queijo minas dentro, que se colocada logo após a banana sair do forno, fica derretida e uma delícia. Experimente e me diga o que achou! Ingredientes 3 bananas da terra maduras 1 colher de sopa de manteiga ou azeite 3 fatias de queijo minas Modo de preparo Descasque as bananas da terra e arrume-as em uma assadeira untada. Espalhe a manteiga ou o azeite sobre elas e leve-as ao forno pré aquecido por 20 minutos. Retire-as do forno, vire-as e leve ao forno novamente por mais 20 minutos para assar dos dois lados. Em seguida, com o auxílio de uma faca, faça um corte nas bananas de ponta a ponta e coloque as fatias de queijo. Sirva ainda quente. Uma opção para servir é polvilhar açúcar co...

O que quer dizer “antes da porteira”, “dentro da porteira” e “depois da porteira”?

Esses termos são referentes à cadeia do agronegócio. O termo “antes da porteira” faz referência a tudo que é necessário à produção agrícola, mas não está na fazenda. É aquilo que o produtor rural precisa comprar para produzir: todos os insumos (máquinas, defensivos químicos, fertilizantes, sementes, frota, etc.). Já “dentro da porteira” é tudo o que se refere à produção – plantio, manejo, colheita, beneficiamento, manutenção de máquinas, armazenamento dos insumos, descarte de embalagens de agrotóxicos e mão de obra. E “depois da porteira” faz referência à armazenagem e distribuição, incluindo a logística fonte: http://revistagloborural.globo.com/Colunas/fazenda-sustentavel/noticia/2015/07/100-o-que-quer-dizer-antes-da-porteira-dentro-da-porteira-e-depois-da-porteira.html

Abacate Margarida, cultivo correto, o prazer na hora de colher

Nosso orgulho no cultivo dessa fruta  O abacateiro é uma planta nativa da América Central e México, muito apreciada no norte e encontrada com facilidade nos quintais da Amazônia.      Esta variedade é alta, ultrapassa os 30 metros, apresenta copa ereta e sofre caducifolia.      Suas folhas são verdes escuras, brilhantes, simples, alternas, coriáceas e lanceoladas. As inflorescências em forma de panículas terminais aparecem nos ramos novos. As flores são pequenas e amareladas. Elas não possuem pétalas, somente seis sépalas grandes e separadas. Estas flores são produzidas aos milhares, mas poucas formam frutos, porque apesar de serem hermafroditas, sofrem o fenômeno de dicogamia protogínica, onde há diferença da época de maturação entre a parte feminina e a parte masculina, impossibilitando a autofecundação.      Seus frutos são grandes drupas ovóides de casca  verde escuro. Normalmente ao amadurecer, despenc...