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Pesquisadores brasileiros descobrem soro que combate veneno de abelhas

Quem é picado por cobra, sabe que tem que correr para o hospital, pois o soro antiofídico pode salvar uma vida. Se alguém sofre acidente com aranha, escorpião também há medicamentos para cortar o veneno, mas e se for picado por abelhas? Agora existe soro para isso e é uma criação brasileira, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em parceria com o Instituto Vital Brazil. O produto ainda está em fase de testes, mas já com ótimos resultados. No Brasil, acontecem milhares acidentes com abelhas, todo ano, como aconteceu com a Camila Presoto em agosto de 2016. Ela e o marido tentavam resgatar uma vaga que estava caída em uma ribanceira, quando um enorme enxame se desprendeu de um tronco e impediu o resgate. As abelhas atacaram a Camila. “Foram em torno de 400 a 600 picadas. Sendo 80% nja cabeça. Eu imaginei mesmo que ia morrer", conta Camila. Camila mora na cidade de Avaré, oeste do Estado de São Paulo, onde trabalha como professora. Mas, na época do acidente, vivia numa faz...

Conheça duas realidades diferentes de cultivo de tomate em MG

Uma propriedade em  Minas Gerais  usa a mais alta tecnologia pra produzir tomates. O cultivo é feito em uma estufa moderna, que tem uma série de controles automáticos. O modelo ainda é uma novidade no Brasil, onde a maior parte do tomate é produzido em sítios pequenos, ao ar livre. Alexandre de Assis é filho e neto de pequenos produtores de tomate. Mantendo a tradição da família, ele cultiva 15 hectares no município mineiro de  Onça de Pitangui . Os tomateiros ficam a céu aberto e crescem apoiados em estacas. O problema, segundo ele, é que o tomate é um produto sensível... Vento forte, granizo ou mesmo uma chuva mais intensa podem provocar prejuízos importantes. Outra dor de cabeça do cultivo convencional é o ataque de pragas e doenças - lagarta, mosca, traça, fungo... Resultado: o agricultor acaba aplicando muito agrotóxico. O que além de ser perigoso e trabalhoso, é caro. Casos como o do Alexandre mostram bem o tipo de dificuldade que enfrenta a maior parte dos pr...

Você sabe qual a diferença entre jumento, mula, burro, jegue e asno?

Jumento, asno e jegue, são nomes regionais diferentes dados para exatamente o mesmo animal: o Equus asinus, uma espécie de “parente” do cavalo. O jumento é famoso por sua grande resistência e pode ser encontrado em praticamente todo o planeta, exceto em regiões mais frias. Desde o início das civilizações, ele vem sendo usado como animal de carga, sela e tração, sendo muito útil para trabalhos pesados no campo. Em média, tem 1,30 metro de altura e chega a pesar 400 quilos. <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/I_9ynaFOJ90" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>  Mula e burro, por sua vez, são um outro animal, formado a partir do cruzamento entre um jumento e uma égua. Quando o filhote desse acasalamento é uma fêmea, ela é chamada de mula; quando nasce um macho, ele é popularmente chamado de burro. Independentemente do sexo, esse animal é fisicamente mais parecido com a mãe, ou seja, uma égua, mas...

Até debaixo d’água

Dona de 46,5 mil hectares de cultivo de soja, algodão e milho em Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Mato Grosso, a Agrícola Xingu cansou de tomar prejuízo por conta das reviravoltas do clima. Isso porque a dona do grupo, a multinacional japonesa Mitsui & Co, com faturamento global de US$ 43,3 bilhões no ano passado e que está no País há 57 anos, jamais havia firmado um contrato de seguro rural por aqui. “Não víamos uma solução em seguro que se adequasse às necessidades de custo-benefício para a companhia”, afirma Sergio Della Libera, CFO da Agrícola Xingu. Mas isso mudou nesta safra. A empresa foi a primeira no País a contratar a mais nova modalidade de seguro agrícola: o paramétrico, oferecido pela seguradora suíça Swiss Re desde o ano passado. “Desde então, passamos a dormir mais tranquilamente”, afirma Libera. Diferentemente de um seguro tradicional, que é acionado com a ocorrência de um evento climático, o paramétrico vigora apenas quan­­do o fenômeno chega a um nível crític...

Receita americana

Ver o que ocorre na pecuária leiteira americana serve a dois propósitos: saber como os pecuaristas produzem a partir de animais de alto desempenho e como eles lidam com um mercado mundial em competitividade acelerada. Hoje, cada vaca leiteira nos Estados Unidos produz a média de 10,1 mil litros de leite por ano, quantidade 23% acima do ano 2000. Para comparação, a média brasileira de é 1,5 mil litros por vaca. A produção do país, que naquela época era de 76 milhões de toneladas de leite, hoje é de 93,5 milhões de toneladas. Os produtores deram esse grande salto na produtivade aumentando o rebanho de 9,2 milhões de vacas ordenhadas, para apenas 9,3 milhões. Mais uma comparação: o Brasil produz 35 milhões de toneladas de leite, com 23 milhões de vacas. Somente as exportações de lácteos, como leite em pó e queijos, injetam na economia americana US$ 15 bilhões por ano. A par dessa realidade, Wijnand Pon, 73 anos, um senhor de comportamento curioso mas discreto, chapéu panamá nas mãos, ...

Como escolher o touro Girolando

A raça se destaca pela diversidade de manejo para se trabalhar e pelas opções de cruzamentos. No entanto, os bons resultados dependem do conhecimento que se tem dos reprodutores Por Christian Milani Resende, gerente de produto de leite nacional Semex Em um mercado onde o acesso à informação está cada vez mais fácil e os custos dos insumos vêm achatando a receita dos produtores de leite, é inadmissível que o criador dos tempos atuais use sua fazenda como laboratório de cruzamentos entre raças. Por isso, convém discutir as possibilidades do uso da genética Girolando e como é possível alcançar resultados adequados para cada objetivo. A raça Girolando está devidamente consolidada para a produção de leite nos trópicos. A demonstração de crescimento que ocorre anualmente em solo brasileiro é também despertada em outros países de clima tropical, como Colômbia, Costa Rica, Panamá e Venezuela. Nestes países, a aceitação e utilização de sêmen de touros Girolando já é uma realidade....

A super fazenda

Com muito investimento, inovação e aposta na produtividade, três empresários consagrados no mundo dos negócios, transformaram um latifúndio improdutivo, em Goiás, num mega empreendimento lucrativo A fazenda Nova Piratininga é um mundaréu de terras concentradas no noroeste de Goiás, no município de São Miguel do Araguaia, onde o Estado faz divisa com o Tocantins e com o Mato Grosso. São 135 mil hectares, área equivalente a ocupadas por metrópoles como o Rio de Janeiro ou Nova York, registrados em uma única matrícula, no cartório de imóveis local, coisa rara no País. Em geral, grandes fazendas são o resultado da compra e concentração de várias propriedades. No mês passado, a DINHEIRO RURAL esteve durante dois dias na Nova Piratininga, localizada às margens dos rios Araguaia, Javés e Verde, a 480 quilômetros da capital Goiânia. Foi a primeira vez que uma equipe de reportagem entrou na propriedade, depois que trocou de dono, em dezembro de 2010. Até então, a propriedade pertencia a...